sexta-feira, 10 de setembro de 2010

E se fosse verdade?





Se nossa vida fosse como o cinema e os filmes infantis... Seria poético!!!
Por que fantasiamos tanto a realidade?

Por que imaginamos que seremos como nas histórias que nos contam?

Por que as diferenças no amor parecem transponíveis, mas na realidade são limitantes?

Por que tantos porquês, se já nem sei se meus porquês estão ortograficamente corretos?

O caminho segue intacto na minha frente, mas será que posso seguí-lo sem procurar seus passos nele?

Piegas, hoje serem deliberadamente piegas.

De que adianta minha razão fria se o calor da emoção que mantém o coração batendo, o sangue fluindo e o cérebro funcionando?
Não sei em que ponto erramos, ou em que nos transformamos em pedra!
Amo esta música
Clique, leia e ouça!






Minha opinião... somente...

Dedico este post à Fer , minha amiga e irmã, que sempre me incentiva a pensar.

"A ausência às vezes é o instante de concluir um pensamento, outras vezes o tempo de concluir uma ação, mas quase sempre é a forma de parar para reorganizar a vida." (Francine Alsleben Cegantini)

Política

Toda eleição é mesma coisa...
Todos os candidatos têm seus podres exibidos em rede pública, porém mais que isso somos obrigados a escolher esses podres, não dos candidatos mas os candidatos. Se a falta de vergonha na cara exalasse aroma o cheiro seria insuportável.
Não concordo com a forma como as eleições acontecem, não acredito que voto seja, de forma alguma, um ato democrático, já que há a obrigação de escolher alguém...
E se não houver quem escolher?
Porque teria que votar forçadamente “Nulo” e assim me eximir da responsabilidade como cidadã?
O Horário Eleitoral apresenta suas bizarrices e nós o povo brasileiro gargalhamos, sem notar que estas deviam ser gargalhadas de desespero. Como uma piada de humor negro aceitamos cada indivíduo que aparece travestido de alegorias cômicas para supor um humor que não caberia à situação. Pior ainda é o fato da maior parte da população, aquela que detém o poder do voto, ou melhor, o peso deste em suas mãos, são as que se rendem facilmente a qualquer apelo de marketing que provem das campanhas políticas.
São manipulados de tal forma que sabem que o são e não se importam desde que possam ter alguma satisfação “pessoal” $. Não pensam, não por ignorância, mas por condicionamento o qual estão desde que o Brasil é Brasil, desde que os portugueses resolveram brincar de conquistadores.
Somos todos formatados pela influência do conceito colonial, não temos auto-estima, estamos condicionados a aceitar que estamos abaixo, em todos os aspectos, de qualquer outra nação que pertença ao 1º mundo. O Império, o patriotismo, populismo, ditadura e a democracia nada mudaram o comportamento brasileiro. Em geral somos egoístas, fúteis e passionais, pensamos em vantagens e só. A hipocrisia reina entre todos, existe um candidato para favorecer cada nível sócio-econômico e cada um será defendido por sua faixa, como se fosse um sistema de castas.
Há exceções, claro que há, mas a exceção não se nivela entrando em disputas, as exceções estão por aí perdidas por esse Brasil, trabalhando duro, para mudar a realidade ou simplesmente procurando uma realidade clara, não esta deturpada a qual nos encaixamos.
O engajamento praticamente não existe, não sabemos e talvez, para o terrível destino do nosso país, nunca saberemos. Nossa criação sempre foi “Manda quem pode e obedece quem tem juízo.” E ainda há o fator de que no Brasil tudo é lindo, o país da alegria, carnaval, futebol e mulher. Preguiçosos, não em trabalho, mas em esforço intelectual, condicionados a não pensar, com um otimismo incoerente “Mas está bom assim não está... podia ser pior!”.
Ninguém enxerga o óbvio ululante de que não importa quem vai ostentar a faixa de presidente, na escala de poder, um presidente tem menos influência do que um bicheiro neste país. O verdadeiro poder está nas mãos da iniciativa privada que joga xadrez com nossa pátria, talvez o xadrez seja o primeiro empreendimento lúdico de crítica social, mostrando que há alguém que manipula todos, Peões, Bispos, Rainhas e Reis.
A Copa e as Olimpíadas do Brasil, não são para tirar o foco eleitoral ou não, simplesmente é uma sábia estratégia de marketing para desviar milhões sem que o povo reclame, mas não só no meio público, o privado vai cansar de tanto ganhar dinheiro.
Não sou contra a política, tudo bem, apóiem seus candidatos, mas analisem antes de tudo se você escolheu o candidato pelas idéias ou pelo favorecimento de sua classe social e eu digo todas, pois já não há desculpas para falar que a “Elite isso a Elite aquilo!” a Elite existe porque entregamos este título mediante pagamento.
O Brasil está na merda, não por causa da Elite, nem por causa do Povão, estamos assim por ter fé de que o dinheiro é o começo, meio e fim. Conformismo em massa, não queremos sair da zona de conforto, dos que reclamam e dos que se regalam.
Hipocrisia! Eleição é hipocrisia!
O voto não pode ser obrigatório e os candidatos não podem ser pessoas sem o mínimo de instrução, pedagógica, psicológica, econômica e social.
Os governantes não poderiam ganhar tanto para fazer nada, deveriam ganhar como a maioria, por produtividade. Pois se eu não produzo no meu trabalho eu não recebo por ele, até um criminoso se não se arrisca não leva nada. Só os políticos ganham para nada fazer.
Não precisa mudar muito, só exigir que cada um faça alguma coisa produtiva, independente de quem ganha nessa peça de teatro (pessoal de artes cênicas, desculpem a ofensa!).
Poderia ofender candidatos ou defender outros, mas não vou, não quero e não tem porque fazer isso.
Está tudo errado.
Isso é um desabafo e pouco me importa quem vai concordar ou não, sei que preciso me posicionar e só!

Francine Alsleben Cegantini – 25 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Felicidade e a Vida - Deixando a Armadura








Por anos caminhei como uma humana normal, buscando o que qualquer um sempre busca: A Felicidade.
Nas estradas que percorri encontrei um monte de pessoas descrentes da possibilidade da felicidade realmente existir.
Entre minhas antigas conclusões cheguei ao fato de que a felicidade havia sido inventada para dar sentido à nossa vida.
Desisti da busca muitas vezes e voltei tantas outras que já não sabia o que procurava, se era o tal sentimento almejado ou se no fim era eu mesma.
Com estas incertezas, passaram as horas e os dias, mas nada me indicava a realidade que buscava.
Vestia minha armadura imaginária toda vez que me decepcionava e aos poucos os parafusos iam enferrujando. Às vezes alguém aparecia lustrava o metal desta sólida armadura.
Segui meu caminho como um cavaleiro busca o Santo Graal, segura de que ninguém me atingiria já que além da armadura eu tinha uma espada e um escudo.
O que eu não sabia era que todo este aparato, não me protegia do meu pior inimigo... Meu medo.
Além disso os cortes que sofria quando me despia da armadura, ficavam piores quando a colocava novamente. Era no fundo um auto-flagelo.
Para Viver, precisei encarar que minha proteção me atacava mais que preservava...
E alguém me disse: Você fica mais frágil com esta armadura do que de peito aberto!
Mas deixando a esfera medieval metafórica, volto para a razão deste post... A Felicidade...
Enquanto eu procurava a Felicidade, ela tão simplesmente ia se concretizando longe das minhas vistas. Por não achá-la, me fechei e fui viver.
Nesta vida segui vários passos que não levaram a nada e quando resolvi traçar minha própria rota esqueci de buscar a felicidade e simplesmente me mantive viva.
E entre tantos encontros e desencontros... A Felicidade me encontrou... não sei como, mas ela cruzou meu caminho e mostrou que não preciso buscá-la, só deixá-la caminha independente até minha frente.

A Felicidade não está num ponto específico, mas sim ao seu lado vivendo enquanto você planeja como chegar até ela. Não vem de uma pessoa, mas traz sempre alguém com ela, não surge de uma conquista, mas vem com o desafio e não se apresenta como intangível apenas lhe abraça!

Não existe nada infinito ou definitivo, mas quando perceber que a felicidade está contigo, seja feliz!

Pode parecer uma bobagem piegas, mas é o que é!

Simples em sua complexidade.

Hoje eu sou Feliz!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cidades


Foto roubada da Fer... e parte do post inspirado em nossas divagações...


Quantas cidades já passei a deixar meu coração aos poucos...

Jundiaí, minha terra natal, minha raiz mais forte.

Varzea Paulista, grandes momentos da infância.

Itu, Sumaré, Americana e Santa Bárbara D'Oeste... uma estranha loucura da adolescência.

Ipeúna, insanidade... minha forja.

Rio Claro, os primeiros passos da minha vida adulta de fato.

Piracicaba... minha carreira, meu braço forte, meu lar.

Mas São Paulo... mora no meu coração.


Pira Sampa


Por que São Paulo mora no meu Coração?
Queria amar Piracicaba
Este lugar que tão bem me recebeu
Mas mesmo em conflito
Entre Jundiaí e Piracicaba
São Paulo cresce no peito
Cinza, quilômetros de cinza
Piracicaba tem todas as cores
Mas gosto do cinza de Sampa
Mesmo com árvores frondosas daqui
Gosto de postes e viadutos de lá
Lagoas cheias de peixes, piranhas e pitus
E prefiro a Guarapiranga
O céu azul com nuvens brancas
E quero o nublado e poluído da capital
O rio, o charmoso Rio de Piracicaba
Não me causa o mesmo que o Tietê ou Pinheiros
Há algo de errado em mim
Que não aquieta meu coração
O interior sufoca o meu interior
Não consigo abrir os braços aqui
Nem respirar fundo este ar tão puro
Quero o cheiro da fumaça e da garoa
Desejo expandir meus horizontes
Ir onde sou só mais uma, mas perto do mundo
Este mundo de São Paulo
Em que há um universo, ou vários
Correndo 24 horas a fio até não saber por quê
Talvez sejam as pessoas que conheço
Ou que desconheço pela distancia
Provavelmente por saber o que me espera
Esperando que o inexplicável aconteça
Não preciso cruzar a Ipiranga com a São João
Sei o tanto que me ligo a este lugar
Cada vez mais, como se o destino existisse
Será que fujo ou me entrego à paulicéia desvairada
Tantas referências e ligações
Mas permaneço aqui neste conforto caipira
O medo às vezes é maior que o amor
Podem ser minhas raízes também
Não finco em canto algum
Porém o coração volta sempre pra lá
Num balanço de trem, na flora tímida
No vermelho da liberdade
Nas multicores escondidas nas ruas
O pote de ouro no fim do arco-íris
Se tiver a força que deveria ter vou embora
Uma hora ou outra me jogo
Em busca desta aventura contemporânea
Despertar meus sentidos na metrópole
Rasgar o tempo em arranha-céus
Neste sonho quase delírio
De romper a barreira do status de Jeca.
Me espera São Paulo, tenha um pouco de paciência.
Eu vou chegar em breve, de pés vermelhos e cara limpa.


Francine Alsleben Cegantini


Obs.: Cada vez tenho mais razões para me jogar em São Paulo... O tempo dirá!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Um pouco do que resta.

Posso me perder em maiores pensamentos, mas não quero perder muito tempo com o que não pode ser real. Poderia viver minha vida simples, sem indagações... Mas que graça teria?

Não vou julgar o que minha mente fez do meu coração, nem me auto-flagelar por tudo o que simplesmente não está sob meu controle.

Se sou pedra, ainda tenho meus momentos de humana. É nestes que algumas pessoas mudam minha forma de pensar e agir. Porém também são estes instantes que me transformam novamente em pedra.

Perdi tudo o que podia ou merecia perder, agora é hora de voltar para a luta.

Minha mente segue, inquieta, meio transtornada, mas com a certeza de ter aprendido algo nestes últimos tempos.

E para desfecho deste post relampago, segue algo bonitinho que escrevi, nesta vida insana que me leva.

Letras sem Poesia

Se todo dia tivesse uma poesia
Pouco me restaria de dores
Em letras transformaria amores
Sem métrica e sem rima
Nem tampouco a ortografia
Os sentimentos em ebulição
Muito que viver e escrever
Em nossas digitais, linhas tortas
Palavras se espalhando por aí
Para quê recordar o sofrer?
Se caminhar à solta no mundo
Já é mais que se aventurar
É antes de tudo, degustar
Este sabor agridoce das manhãs
e o amargo salgado das noites
Sigo impregnada de frases
Versos desconexos em mim
Correndo como sangue nas veias
Vagando neste corpo em torpor
Passando as horas assim
Na pressa de um lápis
Permanente como tinta
Nestas folhas amarelas e grossas
Deste interminável Livro da Vida.

Francine Alsleben Cegantini

sábado, 3 de julho de 2010

Frases de uma semana desesperada.

Essa semana escrevi muito, mas posso sintetizar tudo como segue abaixo....


Resolvi postar um link de trailer de cada filme que tenha relação aos meus devaneios.


Talvez o Destino não seja tão certo quanto querem, nem tão injusto como parece ser. Talvez ele nem exista.

http://www.youtube.com/watch?v=mFeahKGehmY&feature=related


Salvar à si é como atirar sozinha contra um batalhão e vencer a guerra.

http://www.youtube.com/watch?v=o1QLUYksPPs

Quero força e sabedoria. A diplomacia já me cansou.



http://www.youtube.com/watch?v=mFeahKGehmY&feature=related

O livre-arbítrio pode ser arbitrário como um ditador quando não se aprende com os erros.

http://www.youtube.com/watch?v=6zSG_oVliis


A Solidão é a completa falta de tato com o amor que nos é entregue.


http://www.youtube.com/watch?v=5FAAJpTapLQ




segunda-feira, 15 de março de 2010

Seguir em frente mais uma vez!

Sinto que tudo foge do controle, aliás estou buscando meu auto-controle, mas não é tão fácil quanto imaginei.
Sei que um dia tudo vai passar, porém é muito difícil aceitar que temos que deixar algo para que algo novo possa surgir.
Meu coração não escolhe os caminhos que segue, simplesmente segue em frente aonde eu não queria que fosse, mas vai.
Hoje eu entendi o porquê da frase "Rei morto, Rei posto!" e vi o quanto dói.
Queria tirar este nó da garganta, me desapegar de tudo que insisto em manter para me machucar. Agora já não tem volta, vou me tratar, me curar de mim. Aprender a conviver com meu silêncio, com meus vícios e virtudes.
E o amor que tive, permanecerá aqui em mim, pois me deu um novo rumo e serei eternamente grata pelo pouco tempo em que vivi muito. Esse amor mudou de cor e não guardarei mágoas, espero que não.
E descobri que realmente não sei amar!

"Para quem não sabe amar... vive esperando alguém que caiba no seu sonho..." Blues da Piedade (Cazuza)

"... Mas entendi que nós dois somos pontos cardeais
Ligados por um fio imaginário
Mas sempre distantes demais..." Pontos Cardeiais (Isabella Taviani)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

De Volta Para o Nada




Pois estamos em 2010... tenho a estranha sensação de que nada mudou na minha vida, mesmo com o tanto que aconteceu ultimamente.



Talvez minha alma não conseguiu absorver a avalanche de acontecimentos.



Meu coração pulsa sem rumo, num abandono dele mesmo, sem começo ou fim.



Sigo meu caminho cheio de supresas, novidades, muitas vezes nem sei até que ponto são tão novas.



Reconstruo minha nova vida, ainda no aroma que o amor deixou em meu lar.



Levo comigo tão forte, intensa e estranha sensação de não haver no meu peito mais espaço pra ninguém a não ser quem eu amo.



Carrego por esse novo caminho, para quem sabe um dia voltar a viver esse amor.






Estou em standby.






Enquanto a vida não segue e o mundo não dá voltas, vou vivendo.






Pois é - Los Hermanos


Pois é, não deu

Deixa assim como está, sereno

Pois é de Deus tudo aquilo que não se pode ver

E ao amanhã a gente não diz

E ao coração que teima em bater


avisa que é de se entregar o viver

avisa que é de se entregar o viver


Pois é, até onde o destino não previu

Sem mais, atrás vou até onde eu conseguir


Deixa o amanhã e a gente sorri

Que o coração já quer descansar

Clareia minha vida, amor, no olhar

Clareia minha vida, amor, no olhar



Fico por aqui, meio angustiada, mas viva por pura teimosia!

Francine Alsleben Cegantini


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fim e Começo

Hoje é só mais um dia, amanhã vem outro, mas o ano está acabando, minhas reflexões se esvaindo nas loucuras que habitam minha mente, não sei para onde irão neste ano que entrará, sei somente das coisas boas e más que existem.
Me vejo terminando o ano com muitos motivos para me orgulhar e outros tanto para firmar que sou feliz.
O começo foi tortuoso e até o meio do ano eu não sabia se chegaria até o fim, tantas coisas aconteceram que não poderia fazer um retrospectiva em tão poucas palavras, ou talvez não deva fazer esta, para evitar sofrer por um passado tão insólito.
Posso assim dizer que dentre tantas coisas, meu coração tão calejado, acostumado a se decepcionar com a maioria das pessoas, não haveria mais motivos para acreditar em alguém que poderia me surpreendesse, mas cai do alto da minha soberba e me deparei com uma pessoa que mudaria de fato meu modo de viver.
Entrou na minha vida por capricho do destino, me abalou as estruturas, com tanto amor e carinho que me desconsertou, me mostrou que existe dentro de mim muita arrogância e individualismo. Tomei as atitudes erradas, mas quem não erra né?
Não faço promessas de fim de ano, mas se fosse fazer uma, seria de mudar minha forma de viver, porém não farei promessas, vou agir e aos poucos colocar minha vida no rumo certo. Quem sabe até eu a recomece e entre estes novos caminhos o destino me dê uma segunda chance de aprender a amar.
Assim como a música Malandragem : "Eu sou poeta, eu não aprendi a amar..." acho que essa seja a minha real, ou o amor seja efemero demais para minha rude compreensão.
Que Venham os desafios....

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Segurança

Depois de muito refletir (o quê eu pouco faço né... hahahha) descobri o que me deixava tão instável. Era a falta de um porto seguro, aquela coisa ótima de no fim de um dia tão estressante, você ouvir do outro lado da linha: calma amor, tô com você, vou te buscar, vamos tirar um cochilo... todas essas frases que há muito tempo desejava e nem sabia.
São pequenos gestos de carinho que nos trazem a segurança de ter alguém que não vai te cobrar uma falsa alegria, não vai te impedir de chorar e nem dar sermões vazios. Uma pessoa que vai te ver surtando, dando voltas sem rumo e com todo o amor vai te pegar pela mão e olhar nos seus olhos, sem falar nada, mas você sabe tudo o que ela te diria.

Hoje eu tive essa segurança.

Me pego pensando em você o dia todo... e isso é muito bom.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Surpresas

Quando não há mais nada que esperar da vida, de uma forma estranha ela nos surpreende com caminhos inexplorados, sentimentos nunca imaginados e uma força capaz de mostrar que estavamos errados por puro capricho do destino.
Hoje sei que não posso prever o amanhã e vivo intensamente as delícias que a ansiedade do presente me proporciona.
Posso enfim dizer que descobri uma nova velha sensação, a anestesia da paixão, a qual estou vivendo sem pestanejar ou me perder em devaneios sobre o amor, já que este, não chega e diz:
-Olá eu sou o amor, posso invadir sua alma e me instalar sob sua inteira autorização?
Ele não pede permissão, não sabemos, quando vem, nem quando vai e muito menos a proporção de seu tamanho.
Não me importo com o que será de nós, só tenho que agradecer, por mais esse dia, pela felicidade, confiança e carinho.
E a essa pessoa que me tirou o chão com sua doçura, só posso dizer que quero seu sorriso na última e na primeira hora do dia.
E outras palavras só amanhã...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nada é nada

Não sei por que perco meu tempo revendo coisas que não levam a nada.
Hoje foi assim.
Não entendo como nada leva a alguma coisa.

sábado, 12 de setembro de 2009

Moviologia

Estamos na final do Oi Jovens Produtores!!! Nem posso acreditar...

Vejam o projeto:
Moviologia
http://jovensprodutores.oi.com.br/programas/projetos.php

Votem:
Projeto 2 - Moviologia
http://jovensprodutores.oi.com.br/programas/finalistas.php

em breve atualização de postagens.

sábado, 8 de agosto de 2009

Reformulando

É fato!
chega de Blog de fudido, vou arrumar o meu... focar ele e mudar essa merda de layout...

em construção..............................

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Aprendendo...

Depois de um tempo estacionada, resolvi engatar a primeira e seguir em frente. E aonde cheguei?
Não sei, só tenho a certeza de que estou feliz concretamente, como há muito não me sentia. Nesta nova jornada estou aprendendo muito, aprendendo a ser humilde, a agradecer as graças que recebo, principalmente ter gratidão por todas as dificuldades que passam pelo meu caminho.
Gostaria de dizer que nunca mais reclamarei do meu destino como antes, mas não quero prometer nada, não sei o dia de amanhã, mas hoje eu tenho a plena certeza de que aprendi muito com tudo o que já passei e que estou pronta para aprender muito mais....

Felicidade a todos!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Andaaaaaaaaaaaaaaaaaar




Quando preciso chegar em qualquer canto, eu ando.
Se preciso pensar um pouco no que fazer, eu ando.
Sou muito anciosa e para me acalmar, eu ando.
Mesmo que eu fique triste, para me alegrar, eu ando.
Chegando ao ponto de não saber aonde ir, eu ando.

Andar, para mim é muito mais do que um ato físico, é uma forma de conhecer o mundo e prinipalmente de se auto-conhecer.
Você vê muito mais que um caminho à percorrer, vê as pequenas sutilezas do universo ao seu redor, enxerga tantas coisas que jamais repararia parada, pois a paisagem, principalmente urbana nos confunde com excesso de informações, mas quando se está andando você vê o essencial, aquilo que faz a diferença.



Ninguém consegue andar sem perceber a posição do Sol e da sombra, da Lua e as estrelas à sua volta. Os sons que cada lugar tem, as músicas dos rádios nas lojas, casas, carros e celulares. As pessoas que andam cheias de acessórios, mas sem vontade de viver. Todas as cores possíveis e o cheiros fétidos ou sublimes, cada lugar com o seu.

O pior você vê o que quase ninguém vê quando se fecha em latas ou simplesmente corre, a imensa injustiça que vivemos. Nem as almas que se perdem no desencanto de tentar ser apenas humano, perdendo sua identidade, tornando-se um aglomerado de seres nivelados pela miséria.



Mas você vê encontros, reencontros e desencontros. Pessoas se admirando vendo cada centímetro de cada um numa fração de um cruzar de olhares. Você reconhece em si um pouco de cada lugar, animal, cheiro, música e comportamento. Tudo o que nos torna humanos.

Eu escolho sempre que posso, ANDAR!



Francine Alsleben Cegantini

escrito depois de um dia andando atrás do futuro.


terça-feira, 30 de junho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Férias


foto artistica por Man Ray na década de 60

Época de reflexão!!!


O Eu Poeta

Não acredito na teoria...
O poeta é um fingidor
Não pode ser assim
A verdade é outra
Poeta é um ser normal
Mas com uma sutil diferença
O dom de enxergar além
Nada é tão simples
Eu poeta digo sempre...
Vemos o que ninguém quer
O Amor aonde há dor
A Dor aonde não há amor
Fazemos da dor poesia
Desta poesia a política
Da política a crítica
De crítica a teoria
Teoria simplista da realidade
Realidade da nossa verdade
Da verdade a sinceridade
E desta sinceridade, igualdade
Igualdade que traz liberdade
Liberdade que nos movimenta
Movimento que nos faz viver
Vida que nos faz refletir
Reflexão sobre o sentir
Sentir que não é pensar
Pensamento vem da mente
Mente que move nosso coração
Coração que desperta a paixão
Paixão que se transforma em amor.
Poeta é um transformador
Esta é a visão do poeta
Que não deve ter sexo, credo ou idade.
Não pode ser somente acadêmico
Muito menos simples ignorante
Escrevendo qualquer besteira
Não, o poeta degusta o mundo
Bebe em qualquer fonte
Sem esperar os resultados
Não conta sílabas nem estrofes
Somente concretiza o que sente
Numa entrega visceral de sua alma
Em palavras jogadas num papel
O Poeta não enxerga um fim
Pois não pensa no seu começo
Vive por viver a vida
Não se contenta em observar
Quer sempre vivenciar
Nem que seja pelas palavras
Sua cabeça não para por um minuto
Cada idéia é um suspiro
Afinal o poeta é um sonhador
Sonha tanto que chega acreditar
Que o que sonhou aconteceu
Não falo de insanidade
Mas de uma suprema vontade
De compreender seu mundo
O poeta não julga ninguém
Se julgar, joga fora seu princípio.
Sua diferença perante si mesmo
Trai vilmente sua condição
De espectador das virtudes humanas
Virtudes as quais nunca reconhece em si
Mas enaltece a dos outros
Vive de um amor platônico
Não por alguém de carne e osso
Mas pelo seu próprio ideal
Sofrimento a ele é necessário
Para enxergar o que é bom
Entender a realidade crua
E dela fazer as mais belas frases
O Poeta é um perdedor assumido
Mesmo que às vezes ganhe
Prefere entregar seu prêmio
Para fazer alguém feliz
É um altruísta com o mundo
E egoísta consigo mesmo
Não admite sua auto-condolência
Prefere mentir pra si mesmo
Espera que tudo de ruim passe
Mas escreve cada segundo sobre isso
Não deixando que nada evapore
O poeta não sofre porque quer
Apenas encara o sofrimento de frente
Não se anestesia pela fantasia
Transforma o sofrer em fantasia
Com toda sua dor, sem piedade
Assume sua fraqueza diante de todos
Sabe que a maldade existe em tudo
E não a esconde dentro de si
Sabe ser uma péssima pessoa
Mesmo que tenha qualidades
Não as usa como escudo
O Poeta é antes de tudo
Um ser autêntico e duro
Agrada quem quer sem querer
Seus desejos não se ocultam
Mostra a todos a que veio
E se esconde de seus sentimentos
Para não se entregar de bandeja
Pisa em ovos ou sapateia neles
Depende da situação
É um ser único em suas diferenças
Procura o que ninguém quer
A cruel auto-análise de suas atitudes
É um crítico de si mesmo
E não passa pelo mundo despercebido
É antes de tudo um chato
Que sempre fala o que ninguém quer ouvir
Mas escreve tudo o que podem sentir
Caminha sozinho buscando novas sensações
Experimentando tudo o que tem direito
Sofre na mesma intensidade com que ama
E ama muito mais que qualquer ser humano
Um poeta não nasce poeta ele se cria pela vida
Come o pão que o diabo amassou e fica feliz
Edifica a cada dia a sua obra prima
Mesmo que tenha vergonha dela
O poeta não escreve para entender os outros
Ele escreve para se entender
Por isso cada frase é uma confissão
Poeta não escreve sobre o que não sabe
E sabe sobre tudo o que escreve
É um sábio de si e pouco se entende
Poeta vive numa realidade mais dura
Pois consegue ir além na sua mente
Sente as dores do mundo nas suas costas
E por elas entrega-se de corpo e alma
Escrevendo dia e noite a vida
Através de sua ótica turva
Entende a humanidade e a presenteia
E o que quer em troca?
Somente VIVER.

Francine Alsleben Cegantini...

Prometo posts menores... mas é q esse senti muita vontade de postar.

sábado, 27 de junho de 2009

Bobagens

Ando muito sensível estes últimos tempos...

Amar


O amor nada define

Destrói qualquer predefinição

Não somos nada que pensamos

E tudo o que sentimos


Amar é estar em torpor

De olhos fechados para o mal

Refletindo cada pequeno gesto

Numa troca justa


Sentir que não há chão

Mesmo que caminhe neste solo

Não há impacto no corpo

Como voar sem asas


Esse amor que vivo

Pode ser apenas mais uma paixão

Mas sei que é algo maior

Diferente do normal


Chegou sem meu querer

Apenas por sua vontade própria

Toma agora aos poucos o meu ser

Para então partilhar minha alma


O alvo deste querer bem

É tudo que esperei de alguém

Ao mesmo tempo confunde

Por ser tão utópico quanto sonho


Me deixa de mãos atadas

Sem saber o que te dizer

Contando os segundos pra te ver

Pra balbuciar qualquer coisa


Amo e nem sei o porquê

Sei que não esperava isso

Só me resta esperar aqui

Para não fazer besteira


Mesmo querendo gritar meu desejo

Este fato constatado de amar

Me impede de escandalizar

Fico no silêncio de mim


Vai chegar a hora certa

Revelado e exposto a todos

Te amo sim e daí?

Já não posso fugir.


Isto é amar


Francine Alsleben Cegantini

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Deletar para recomeçar!



Este post vai ser curto e grosso... tá eu não consigo fazer post curto... então vai ser grosso mesmo...

Como minha vida mudou muito ultimamente e sinto que preciso abrir espaço para receber sempre coisas novas, tomei uma decisão que parece boba e simples, mas que será fundamental para seguir em frente.
Nunca consegui levar meu blog alternativo à diante, lá escreveria poesias e textos mais literários, mas cheguei a conclusão de que não estava dando certo e q prefiro me concentrar neste blog, então está fora do ar o blog Francine pelas Letras...
Agradeço quem leu e visitou-o, mas o conteúdo lá presente não fazia mais jus à minha forma de encarar a vida...
Este é o meu foco agora...

"Deletar o que me faz mal e não me deixa prosseguir..."



e como diria Ana Carolina:

Eu Não Paro
Compositor(es): Ana Carolina, Dudu Falcão e Lula Queiroga

Disco Dois Quartos

Quando eu vou parar e olhar pra mim
Ficar de fora
E olhar por dentro
Se eu não consigo
Organizar minhas idéias
Se eu não posso
Se eu esqueço de mim?

E eu pensei que fosse forte
Mas eu não sou

Quando eu vou parar pra ser feliz
Que hora
Se não dá tempo
Se eu não me encontro
Nos lugares onde eu ando
Nem me conheço
Viro o avesso de mim?

Se eu não sei o que é sonhar
Faz tanto tempo
Tanto mar
E o meu lugar
É aqui?

Uma rua atravessada em meu caminho
Nos meus olhos
Mil faróis
Preciso aprender a andar sozinho
Pra ouvir minha própria voz
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim
Quem sabe assim
Eu paro pra pensar em mim

................................................................. e para finalizar:

Pra rua me levar


Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora


Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar...


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é só isso.....

Mudando de assunto

ah... aproveitando o post gostaria de divulgar o Blog da minha amiga Ana Paula Palhares
Espelho da Humanidade > www.espelhodahumanidade.bloguepessoal.com


por hoje é só....

bjusssssssssssss